Antes de desistir

O que lhe faz pensar em desistir da vida?

Somente dois fundamentos podem motivar essa ideia:

  1. A expectativa de não existir vida após a morte;
  2. Esperança de encontrar uma existência melhor que a atual.

Se as suas motivações se encaixam em alguma dessas alternativas, as informações a seguir, sem nenhum intento apelativo, vão lhe ajudar a racionalizar o seu conflito. Assuma o controle das suas emoções e use a sua inteligência para a decisão mais importante da sua vida.

Coloque suas mãos na região cardíaca e sinta os batimentos rítmicos do seu coração. Observe a sua vida pulsar. Essa máquina complexa e perfeita, com todos os órgãos em sincronia e funcionamento, mantém a sua sobrevivência. Mas acredite: você não é esse corpo. Você é a sua consciência.

A expectativa de não existir vida após a morte:

Essa alternativa é um grande equívoco. Não aposte no fim. Se você acredita nisso, vai se frustrar arriscando-se a tirar tal prova. Entenda: você não é esse corpo físico. Você é a sua consciência. O corpo físico é a manifestação densa de um conjunto de corpos energéticos mais sutis, para os quais a sua consciência se mantém sã.

Esperança de encontrar uma existência melhor que a atual:

Considerando que a morte, na condição premeditada e proposital é uma transgressão à lei divina, não espere por uma realidade mais animadora que a situação presente.  Nessa circunstância, o retrocesso é danoso. É como desmaiar de um tombo numa imensurável escadaria, acordar em seu pedestal, e lamentar o que lhe custou escalar cada degrau. Recomeçar, desse ponto, dá bem mais trabalho que continuar de onde está.

Tente imaginar:

Você espera que a sua vida apague, tal qual a tela da sua TV… Mas para sua surpresa, você vê o seu corpo físico perecer, enquanto você continua existindo! Sua consciência está em plena atividade, vivíssima! Suas ideias, conceitos, experiências, memórias, lhe acompanham. E mesmo que se perceba confuso, em algum tempo, a realidade que você mesmo causou, virá à tona.

Você terá que enfrentar a frustração do “não fim”, a sua dor pelo desespero dos que lhe são caros, e o arrependimento, legitimado pela característica intrínseca de irreversibilidade do seu ato.

Não adianta desistir da vida, porque a vida não desiste de você. A vida não acaba, mas a dor, sim. Desista de desistir. A dor passa.

 

 

Nota da autora: todo o meu respeito à dor dos que perderam seus entes amados, nessas condições, e a certeza de que todos são amparados pelo amor do Criador.

Foto: https://br.pinterest.com/pin/285767538842419935/

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